terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cinco dicas para reduzir suas compras desnecessárias

Os tempos são de repensar nossos gastos e compras desnecessárias. Devido a preocupação com o aquecimento global, nos perguntamos se podemos fazer alguma coisa para diminuir o consumo e aumentar a proteção dos recursos naturais.
Como a oferta da maioria das mercadorias é abundante e alguns preços convidativos; sempre acabamos comprando coisas que não precisamos.
Reduzir é a palavra da moda. Empresas aéreas e a indústria estão fazendo isso. Com o preço do barril do petróleo alto, todas as coisas, direta ou indiretamente afetadas por ele, estão sofrendo aumentos. Então, cortar alguns itens do seu orçamento começa a fazer sentido.
Comprar é excitante. Dá prazer e torna alguns aspectos da nossa vida mais confortáveis. Mas, por impulso e atraídos por preços convidativos, especialmente de grandes liquidações, acabamos levando para casa coisas que realmente não precisamos e muitas vezes nem usamos.
Como resistir e fazer parte do grupo de pessoas interessadas em fazer alguma coisa pela diminuição do consumo?
Tente, fazer uma lista de tudo o que você comprou na semana. Tudo mesmo. Compras pessoais, para sua casa, seu trabalho, seu lazer, presentes, etc. Desde uma simples bala até o item mais caro. Quando a semana acabar, dê uma olhada e observe: é mesmo necessário comprar isso? Você vai se surpreender e entender porque algumas dicas, para reduzir seu consumo, podem ser úteis.
Vamos a elas:
1) Não corte o consumo, reduza.

Comprar é um hábito adquirido que tem alcançado dimensões desnecessárias, como comprar um DVD porque você teve um dia difícil no trabalho e precisa relaxar. Estabeleça limites para si. Evite ir ao shopping ou passear pelas páginas de vendas on line; assim, não passa vontade. As vitrines e as lojas na internet são preparadas para seduzi-la e você pode não resistir. Vá ao supermercado com uma lista e alimentada. Compre só o que está faltando e vá embora. Sem fome, não vai querer comprar itens que não precisa. Em poucas semanas, você começa a reduzir suas compras.
2) Pense
A maioria de nós passa ao longo da vida gastando em coisas que sabemos que queremos, mas nós nunca temos tempo para entender o por que. Se você pegar um minuto para realmente parar e pensar sobre o que você está preste a comprar, você poderá se surpreender, dando meia volta e saindo pela porta da loja, sem levar o que achou que queria.
3) Adapte
Todos nós queremos ser modernos. Ter os últimos lançamentos da moda ou da tecnologia. Em relação à roupa, em vez de comprar um conjunto novo, compre um acessório e transforme uma roupa antiga em um visual mais atualizado. Sua batedeira ainda funciona bem? Então, compre uma forma de bolo com formato diferente e atualize suas receitas. Pode parecer simplista demais, mas funciona. Psicologicamente o efeito é de renovação. E você deixa de comprar alguma coisa, que daqui a um ano, já estará fora de moda.
4) Não seja vítima do marketing
O foco deles é convencer você a desejar algo que você não precisa. As ferramentas utilizadas são muito eficazes. Esteja alerta para perceber esse jogo e não se deixe levar. Você vai ser mais feliz se realmente comprar determinado objeto? O que ele vai agregar ao seu dia a dia? Você vai continuar a acordar todos os dias e sobreviver sem ele? De acordo com suas respostas, saberá se é necessário ou não.
5) Entenda você mesma

Se você for um comprador compulsivo, você vai ter que preencher o vazio com qualquer outra coisa, a fim de permanecer no caminho certo. Só porque você não pode visitar o shopping não significa que você não pode se recompensar de outras formas. Faça outras coisas que dão prazer e que não significam gastos desnecessários. Dê a si mesma uma pedicura, passe algum tempo no clube ou junte alguns amigos para um jogo de boliche. Caminhe num lugar bonito. Há inúmeras opções baratas ou mesmo grátis, para preencher o seu tempo. Encontre na sua cidade exposições e shows gratuitos. Faça voluntariado. Mudando o foco de nossos desejos, conseguimos prazer também.
A felicidade ou bem estar não está apenas em objetos comprados. É só saber procurar.











segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Como se sair bem na crise




Embora economistas enfatizem sua seriedade, a crise leva algum tempo para ser verdadeiramente percebida no dia a dia das pessoas e isso pode ser muito ruim, pois achando que ela ainda não está no país, as pessoas continuam agindo como antes e podem perceber seus efeitos quando já for um pouco tarde para reagir.
Para ficar mais fácil de explicar, o administrador de carteiras de investimentos, Reinaldo Zakalski faz uma analogia com as finanças de uma casa, para que possamos entender como isso se dá nos países e então compreenderemos o que realmente está acontecendo no mundo.
Uma família tem uma quantia de dinheiro mensal para cobrir as despesas da casa (equivalente ao PIB de um país). Quando essa renda diminui, por vários motivos como a diminuição do salário ou a perda do emprego, ela entra num processo de recessão.
Essa família precisa então diminuir suas despesas e começar a cortar os gastos mais desnecessários ou buscar opções mais baratas em substituição. Como exemplo, podemos citar que os serviços e consumo vão sendo substituídos por outros mais em conta ou até eliminados. Os mais supérfluos e caros são os primeiros a serem revistos.
A família começa buscar opções mais em conta pelo mesmo serviço e isso é sempre possível de encontrar. Peguemos o exemplo do cabeleireiro que a dona de casa freqüenta toda semana. Ela pode fazer esse mesmo serviço em outro local, onde o preço for mais barato ou deixar de fazer escova toda semana. O mesmo se dá com o supermercado, o restaurante, a lavanderia, a academia e assim por diante. Também pode cortar despesas com funcionários como: mensalista, diarista e jardineiro.
Como o cabeleireiro, que vê suas vendas diminuindo, as grandes empresas também. E o círculo vicioso vai se transformando com a queda das vendas, a diminuição da produção, o corte de funcionários, menos salário, menos compras, mais demissões e assim por diante. Nos países isso ocorre da mesma maneira. Na crise, os países mais ricos deixam de importar e consumir produtos e serviços dos emergentes e mais pobres.
Embora a crise esteja aí e ainda não seja sentida no nosso cotidiano, não podemos nos acomodar.
Zakalski indica algumas medidas que se tomadas podem minimizar seus efeitos:
- Não se endividar. Não compre a prazo neste momento. Espere.
- Preservar ao máximo a reserva líquida. Dinheiro na mão vale muito. Poupe o que puder e invista.
- Pesquisar e pechinchar se realmente precisa comprar.
- Livrar-se das dívidas com o cheque especial e cartão de crédito. Aproveite o 13º e faça isso.
- Não assumir bens onerosos como a compra de um imóvel na praia, no campo, um barco, etc. Não são necessariamente investimentos, pois custam muito em manutenção. Vale mais alugar ou se hospedar.
- Se puder utilize alguma atividade criativa para fazer dinheiro. Cozinhar, costurar, redigir, dirigir, enfim alguma coisa que você faz bem e que possa vender.
- Economizar com telefone, celular, luz, combustível, etc.
- Evitar fazer estoque de produtos. Procure comprar semanalmente o que precisa.
- Não comprar por impulso. Faça programas que não provoquem a tentação por compras. Evite ver vitrines e ofertas.
Continuar consumindo com bom senso é vital para a saúde econômica do país. Mas existem exageros que podem ser corrigidos. Tanto nos países como na sua casa. Cautela não faz mal para ninguém. Comece a afugentar a crise da sua casa e da sua vida.
"Não pensem que a crise é apenas um boato. Ela chegará. Só não podemos afirmar sua dimensão", completa Zakalski.
Aonde tem fumaça tem fogo. Quando eliminamos os primeiros focos, evitamos um grande incêndio. Leia também: Cinco dicas para reduzir suas compras desnecessárias.