quinta-feira, 28 de maio de 2009

Porque minhas festas nunca deram certo?

Minhas amigas, dia 21 de Maio foi meu aniversário, fiz uma festa para comemorar meus 37 anos no dia 23.05 junto com minha grande amiga Eliane Guimarães que também faz aniversário no mesmo dia.
Recebi como presente este depoimento do qual não poderia deixar de postar em meu blog.
Esta amiga autorizou a postagem mas pediu para não ser identificada.
Obrigada amiga!

Eu não conseguia entender porque as festas que faço em casa vão sempre poucas pessoas.
Meu marido diz que eu não sei organiza-las. Minhas filhas dizem que eu convido pessoas chatas e para me crucificar de vez minha sogra diz que "festa de adulto é festa de adulto e festa de criança é festa de criança. Não devemos mistura-los".

Mas sábado (23/5) eu descobri como se faz uma festa de verdade. Tive o prazer de comemorar o aniversário da dona deste Blog, Claudia Gomes.

Logo que cheguei, a primeira surpresa. A casa toda havia sido transformada para a festa, como se a Claudia quisesse compartilhar sua casa, por inteiro, com todos nós. Ela modificou totalmente a disposição de sala/quarto/cozinha/banheiro. Sem portas fechadas, sem locais restritos e com amplos espaços para muita circulação. Nada que lembrasse a "casa da Claudia". Senti-me realmente a vontade, ainda mais sendo recebida pelas meninas dela, Aninha e Marcele.

Em seguida outra surpresa, uma lembrancinha muito singela para as crianças; e adultos com enfeites muito criativos, como gravatas, colares, perucas e chapéus. Todos bastante a vontade, mas tão a vontade que flagrei a dona da festa, depois de algumas horas, somente de sandália rasteira no pé e um dos convidados (pai do Juninho) descalço.
Quando desci para a garagem, nova surpresa. Ela tinha sido transformada numa imensa pista de dança. Com direito a uma iluminação e som profissionais. As meninas comandavam a pickup, a luz e a fumaça. Mas isso é coisa de menino, pensei. Estava começando a achar tudo diferente. Deliciosamente diferente.
Mas vocês pensam que somente os jovens dançavam? Fazia muito tempo que eu não via jovens, crianças e adultos dançando juntos. Sem dizer os avós da Manu que não perdiam nenhum momento de maior agitação. Para falar a verdade eu acho que nunca havia visto uma pista de dança assim. Geralmente dança os pequenos, ou dança os grandes. Como a Claudia conseguiu isso? Qual o segredo?

Em meio a muito som e tentativa de danças sincronizadas as surpresas se sucediam. A Clara e seus amiguinhos correndo para lá, depois correndo para cá. Pega pega. Esconde esconde. E se eu não estiver enganada, até um primeiro socorro eu vi. O dedinho da Rebeca foi pisoteado. A menorzinha delas tinha 3 anos e todos sentiam-se livres, alegres, seguros e donos do ambiente. Ouvi do Sergio a seguinte frase: "Eu acho cedo demais para toda essa independência". Na certa foi uma forma de comemoração. Me questionava de onde vinha toda aquela segurança, enquanto observava o gracioso hábito que as crianças dessa idade têem de andarem de mãos dadas. Como a Claudia conseguiu essa proeza de misturar faixas etárias tão diferentes convivendo em harmonia?

Alegre, mas curiosa, fui da garagem até a varanda, onde estavam os quitutes, e novamente minha surpresa. Passando pela sala, quartos e corredores, todos com pessoas alegres me deparei com o quarto dos meninos. Mateus e seus irmãos jogavam, acredito que seja Interpol, com... um pai presente, sentado ao chão e disputando uma partida de igual para igual com os pequeninos.
Sério e compenetrado, mas com o mesmo interesse em vencer, que os demais. Na volta pela sala, a Juliana e seu menino conversavam seriamente algo que eu tentei não interromper. Que lugar é esse? Pai jogando, mãe conversando compenetrada. Tinha algo diferente naquela festa!

Quando cheguei na varanda, crianças, jovens e idosos, todos juntos. Alguns no pebolim, outros no bilhar, churrasqueira e o Milton fazendo o coquetel Margherita para as mulheres. E é claro que tomei esse drink que adoro.
Quando pensei em me sentar para descansar um pouco, nova surpresa. Numa mesa próxima, um grupo de pessoas jogavam...truco! E a Eliane jogando junto. Só não sei se ela joga bem, pois não sei jogar truco. Sem barreiras de gênero, faixa etária ou qualquer outra que seja possível notar, as pessoas se divertiam. Sei que isso não é comum, deve haver algum segredo nesta festa.
Agora eu quero descobrir! Pensei comigo.

Os sorrisos espontâneos demonstravam que algo ia bem, que as pessoas se conheciam há muito tempo. E foi ali naquele momento que comecei a entender o que se passava. Conheci uma senhora que me apresentou seu marido que é um senhor grego, que fala muito bem o italiano e despertou minha consciência quando disse: "As festas familiares na Itália acontecem na cozinha, não reúnem tantas famílias e não são tão divertidas".

Era isso... Descobri, finalmente! O segredo da festa da Claudia... era uma festa feita para as famílias amigas!

Muito mais que uma festa para pessoas, era uma festa pensada para famílias.
Os adolescentes tinham vez. As crianças. As mulheres (como nós rimos depois de tomarmos duas Margheritas). Os homens. Os idosos. Os bebes que terminaram por dormir na cama da Claudia em meio a bolsas e casacos. E até os amigos dos familiares.

Uma das causas de tanto desentendimento no mundo de hoje, é a falência da família. Não existe mais a valorização da família, a união dos entes queridos. As pessoas nascem e crescem sob o mesmo teto, mas não se falam, não se abraçam, não se divertem juntas e o que é pior não desenvolvem carinho uns pelos outros, e assim não formam uma verdadeira família. Na hora de divertirem-se cada um vai para um lado. Nós mesmas somos as culpadas pois quando pensamos em uma festa pensamos como minha sogra e dividimos todos.
Isolamos aquilo que deve ser unido, juntado: a família. Não são somente as brigas que separam, somos nós que separamos, para que as pessoas pensem que uma das condições para o divertimento é estar longe de pai e mãe. Somos nós por erro ou omissão, que ensinamos isso aos nossos filhos.

As famílias não saem juntas, não vão ao cinema juntos. No teatro, espetáculo infantil é para criança. Família, hoje em dia, é um amontoado de pessoas que vivem na mesma casa. Quem foi que disse que festa tem que separar as pessoas por faixa etária? Quem foi que disse que o pai não se diverte com o filho e a filha não se diverte com a mãe? Quanta ternura eu vi no abraço que o Guilherme recebeu do pai dele. Um adolescente de 17 anos sendo abraçado pelo pai em público e ainda sorri!

Isso nunca aconteceria na minha casa. Porque na minha casa nós tiramos as crianças de perto, quando os adultos querem conversar. Na minha casa, nós separamos os homens da mulheres quando queremos falar nossas bobagens e os homens querem falar de futebol ou trabalho. Na minha casa, os adultos não se sentam no chão com as crianças para jogar, porque eles... bem... não se sentam, porque.... porque eles são adultos. Na minha casa quando as pessoas querem se divertir, tomam rumos diferentes, porque na minha casa não aprendemos a nos divertirmos juntos.

Quando comentei esse assunto com meu marido, na volta para casa, ele disse:
"Mas isso foi uma ocasião especial, no dia a dia não existem lugares onde possamos ir com toda a família, juntos". Existe sim, nós é que não enxergamos, nós é que não nos interessamos em descobri-los, pois perdemos o interesse de convivermos todos juntos. Toda mulher que teve um filho deve se lembrar que na gravidez um sonho muito comum era nos vermos com nosso bebê andando lado a lado com nosso marido. Que mulher já não sonhou isso? E porque agora andamos separados? Porque agora, sonhamos separados?

A festa da Claudia me ensinou que não podemos continuar aceitando como natural o afastamento dos membros da mesma família. Se formamos uma família, porque não podemos nos divertir juntos? Podemos sim, e como é gostoso divertir-se junto com o marido e as filhas. É divertido ver que meu marido achou graça quando acabou o pão. Minha menina mais velha sentou-se no chão quando a Sabine derrubou um prato de arroz. Eu joguei pebolim com meu marido. Nós tentamos e tentamos acender a velinha do bolo e não conseguimos.
O que foi aquilo, Claudia? Tenho certeza que foi uma noite inesquecível para minha família, pois o ambiente contagiou a todos nós. O fim de noite em casa, embaixo dos lençóis também foi inesquecível, como há muito não era, mas isso amigas, eu não posso contar aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gorduras — Óleos — Frituras

Hoje, com a restrição quase obrigatória da gordura ou da banha de porco, foram estas substituídas pelos óleos vegetais. São poucas as pessoas que ainda conservam seu uso.

Ignorando o Colesterol, não dando bola às calorias, dão margem para as surpresas que a realidade da balança acusará, subtraindo, dessa forma, todo seu prazer gastronômico.

AZEITE E ÓLEO
Para quem gosta de azeite mas não pode quase usá-lo por motivo de saúde (ou de economia), veja só o que você pode fazer para comer uma salada saborosa e... com gosto de azeite! Coloque algumas azeitonas (de preferência pretas) num vidro, cubra-as com óleo, feche bem, deixando assim guardado por alguns dias. Além de o óleo ficar com gostinho de azeite, as azeitonas também estarão se conservando.
ACIDEZ — Não se desfaça do seu óleo de oliva, só porque você não suporta sua excessiva acidez; é só você pô-lo para ferver rapidamente junto com a casca de 1 limão pequeno, que essa acidez desaparecerá.
RANÇO — Quando se gasta pouco óleo, é comum o que restou na lata ficar rançoso. Evite isso, misturando a ele 1 colher de aguardente de vinho.
Mas é claro que ninguém consegue usar um óleo de oliva que ficou ranço-•e.
como ele está muito caro, vamos aproveitá-lo até sua última gota, fervendo um pouco, com
um bom pedaço de miolo de pão.
Sempre é melhor ser previdente; por isso, se você colocar 1 pitada de sal dentro do azeite que é novo, o que vai acontecer é que ele não ficará rançoso por muito tempo.
CALDOS GORDUROSOS — Toda a gordura que sobrar de uma fritura pode ser reaproveitada (desde que não esteja queimada); basta coá-la ainda quente num pano fino e guardar numa latinha.
Para retirar o excesso de gordura que ficou no molho ou na sopa, deixe-os esfriar destampados e, em seguida, leve-os ao refrigerador. Toda a gordura virá à tona, facilitando sua retirada com a escumadeira.
O mesmo processo se aplica para tirar nata do leite.
Mas, se não houver tempo para o caldo gorduroso ir à geladeira, passe por toda sua superfície algumas folhas de alface ou miolo de pão, o que atrairá grande parte da gordura.
Outro processo é o de coar o caldo através de um guardanapo molhado e bem torcido. A gordura ficará retida no pano. Ou, antes de tirar o caldo ou molho do fogo, acrescente uma pitada de bicarbonato.
Muito mais simples ainda para se retirar o excesso de gordura de um caldo ou de uma sopa que está no fogo fervendo, e que deverá ir logo à mesa, é puxar a panela do fogo de maneira que fique a metade da panela sobre o fogo e a outra metade fora dele.
Mantenha-a assim por alguns segundos. Logo a gordura se acumulará toda em um só lado.
Assim, com o auxílio de uma colher, poderá facilmente recolher todo o excesso.
FRITURAS
Sempre que fizer frituras use bastante óleo ou gordura; só assim elas ficarão sequinhas.
Mas para que não salpique tanto quando está no fogo, coloque dentro da frigideira um pedaço de pão, que ficará fritando junto.
A gordura também não vai respingar se, antes de colocá-la na frigideira, você salpicar esta com um pouco de sal.
Antes de fazer uma fritura ou sauté, seja com manteiga ou óleo, aqueça muito bem a panela ou frigideira (vazia) para só então colocar as gorduras. Isso é para que os alimentos não grudem no fundo; assim, nem mesmo os ovos fritos ficarão agarrados nelas.
Para ajudar as frituras a ficarem sequinhas, acrescente também 1 colherzinha de álcool à gordura, quando ainda fria e fora do fogo.
As massas fritas feitas em casa não ficam gordurosas se for acrescentada a elas (durante o preparo) 1 colher (sopa) de vinagre.
Quando fizer qualquer fritura com manteiga, não deixe de juntar a esta um pouquinho de óleo, porque a manteiga sozinha queima rapidamente com a temperatura elevada, e o óleo, além de evitar que a manteiga se queime, em nada altera o seu sabor.
Não estrague suas frituras amontoando na peneira os pastéis, bolinhos, peixes, milanesas etc. Coloque-os de pé na peneira, um ao lado do outro, e nunca um sobre o
outro, porque o que estiver por baixo irá receber toda a gordura do que está em cima e, conseqüentemente, ficará gorduroso em excesso. Deixe o escorredor ou peneira sobre um recipiente fundo e alto, para que a gordura ultrapasse a peneira.
Ao preparar bifes à milanesa deixe-os repousar depois de encapados pelo menos por 15 a 20 minutos; assim, eles não soltarão a capa no momento em que estiverem sendo fritos.
Quando não tiver mais ovos, e ainda restarem alguns bifes ou croquetes para serem encapados, poderá substituir o ovo por leite.
Para fritar bacon, deve-se colocar a parte gordurosa sobre a magra, para que ele não enrugue.
PASTÉIS — BOLINHOS — BATATAS — Ao fritar bolinhos, pastéis, batatas etc, coloque dentro da gordura 1 rolha, 1 pedaço de pão, ou ainda 1 dente de alho inteiro e com a casca.

Isso evitará que a gordura escureça ou queime, conservando as frituras coradas, porém claras.

Poderá também usar dentro da gordura 1 cenoura pequena; ela vai tirar qualquer cheiro de queimado.
Seus pastéis ficarão ainda mais bonitos, coradinhos e não se queimarão se colocar dentro da gordura 1 batatinha crua.
Não deixe que mandem à mesa bolinhos de batata estourados e arrebentados; além da horrível aparência, vai tirar todo o prazer de comê-los. Por isso, antes de serem fritos no óleo quente (e abundante) passe-os primeiro por clara de ovo batida.

Eles ficarão perfeitos, não se desmancham e todos ficarão loucos para saborear seus bolinhos.
Quando for fritar os bolinhos, croquetes ou pastéis, coloque na gordura quente apenas 3,4, ou no máximo 5 deles, para evitar que se abram ou fiquem encharcados.
Quando terminar de fritar vá colocando no escorredor e nunca diretamente nas travessas.
Tire o cheiro de fritura da frigideira adicionando vinagre na hora de enxaguar.
É muito fácil e divertido saber a temperatura exata do óleo para se colocar as batatas que irão ser fritas. Faça o seguinte: coloque dentro da frigideira — no óleo ainda frio — um palito de fósforo novo (sem uso) que ficará boiando. Aqueça o óleo.

Quando estiver suficientemente quente — isto é, no ponto — o palito, como um foguetinho, se acende, e zás... poderá até saltar da frigideira! É a hora de colocar as batatas para fritar.
REAPROVEITAMENTO DE UMA GORDURA USADA — Toda gordura que sobrar de uma fritura pode ser reaproveitada (desde que não esteja queimada).

Basta coá-la ainda quente num pano fino (ou um chumaço de algodão) e guardar numa latinha ou
vidro tampados.
PEIXES — O óleo em que se fritou peixe poderá ser novamente aproveitado se for colocado para ferver durante 15 minutos com pedaços de maçã e cebola. Espere esfriar e, em seguida, passe pelo coador.

Você também poderá proceder da seguinte maneira, para não ter que jogar fora o óleo que fritou o peixe: pegue pedacinhos de limão, coloque-os dentro do recipiente onde foi feita a fritura e deixe o óleo aquecer novamente.
O cheiro desaparecerá completamente e o óleo poderá ser usado novamente.
Antes de fritar as postas de peixe, esfregue primeiro um pouco de sal na frigideira seca e fria. Tire o excesso e poderá colocar a gordura para fritar. Isso é para que o peixe não grude na frigideira, a qual deverá ser de ferro.
SUBSTITUIÇÃO DE GORDURAS
Quantas vezes nos atrapalhamos com uma receita que pede um certo tipo de óleo ou gordura que não temos no momento em casa; então, arriscamos a substituir por outro que temos no armário da cozinha. Às vezes dá certo, outras, nos estrepamos.
Veja como e quando uma gordura pode substituir outra:

1) O óleo substitui o azeite e vice-versa em: temperos, saladas ou em massas.
2) A banha de porco substitui o óleo e o azeite e vice-versa em: frituras, refogados e assados.
A banha de coco pode substituir todos os do n° 2; porém, a banha de coco jamais poderá substituir qualquer das gorduras (todas elas) quando se tratar de massas, a não ser que a receita indique.
TIPO E QUALIDADE DE UM ÓLEO OU DE AZEITE — Se você não sabe o tipo ou a qualidade do óleo ou azeite que já está aberto na lata, num instante irá saber: coloque um pouco dele dentro de um copo e pingue nele algumas gotas de água oxigenada; agite bem e verifique: se o azeite (ou óleo) ficar com a cor verde, esse óleo é puro de oliva; se ele apresentar uma cor cinza-amarelada, certamente esse óleo é de amendoim, porém, se a cor ficar vermelho-vivo, esse óleo é de gergelim.